terça-feira, 24 de maio de 2011

Os pés de Larissa

o meu tempo chegou o meu corpo
pede para deitar
relaxar
para falar dos meus pés
e de todo esse estranhamento
perfeito
que as minhas costas e
a própria língua fere
palavras soltas
eu escolho algumas
eu falei para você
- isto você!
que eu queria,
mas não sabia se podia
confiar
minha infância me ensinou
ser assim
mas a vida também
me deu algo mais
talvez um dia eu
te conte o que...
conte para mim,
isto é bem melhor
por isso eu quero
E sei que vou falar
das montanhas
e dos mares que eu percorri
das pessoas que nunca amei
e fingi;
do que eu fugi...
mesmo?
só de mim.
de mais ninguém.
para me confortar
talvez eu descubra mentiras
que eu possa reinventar
ato de olhar para os pés
saber que posso limpá-los
usando água
quem sabe,
primeiro eu deito depois eu falo
e você ouve
eu resisto
mas sei que chegou meu tempo
falta pouco
mas os segundos parecem
tão intensos...
do tamanho de minha vida
algo vai brotar
e vai girar
no reino dos pensamentos
o universo da minha estrutura
irá falar a seu favor
favor de quem?
do jogo...
que começa agora
de se entregar
aos meus pés.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Convite?

eu projetei este pensamento
calmo e ofegante,
de contradições...
foi quando nasceu
esse encontro perdido.
mostrando,
com todas as minhas forças.
essas palavras bronzeadas
de comédia lasciva!
falando: escreve para mim.
um texto seu, meu, nosso
com parênteses, vírgulas, adjetivos
sufixos e mais isso
ou aquilo que você
sentir!
conta essa história
envolve-me no seu enredo
pode ser com a letra macia
ou suavizada, mas
não demora!
eu quero isso agora,
não precisa agrupar em rimas
nem enfeitar seus trejeitos
do gosto que gosto!
não coloca demora nessa fala,
enquanto fechava o livro.
que lia de madura
e formosa!
- eu vi que nessa hora,
você pegava a caneta de tinta azul
e assim eu percebi que era eu
quem tinha desejado,
Tudo isso acontecer_

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

aos amantes,

quem ama liberta
essas palavras rondavam
a minha cabeça!
impregnando as minhas lembranças
futuras, eternas...
os meus dedos passavam
entre seus cabelos curtos
e negros!
eu amo o seu rosto
bem marcado!
mas outra vez
vem o trem do destino
com passagem.
para o meu lugar
mas desejável!
continuando aquele jogo
de não querer com querer
a minha garganta se enchia
de nós!
fazendo saltar uma lágrima oferecida
de meus olhos pequenos.
e naquele instante
eu te amei.

domingo, 29 de março de 2009

Falsete

cobriram o meu rosto
de preto!!!
com uma lona quente e
melancólica.
mas porém lembro.
cheio de poesias...
era o meu corpo estirado no chão
ensanguentaram a minha
visão!!!
meus olhos enxergavam tudo avermelhado
e cinza
não sentia nada
dor nem angústia
tudo estava adormecido
meus ossos partidos e dilacerados
em vários lugares
que médico algum
restauraria.
e pino nenhum suportaria.
eles tinham me acertado
em cheio, ao meio
que um lado tinha
caído macio
e do outro errado.
desviaram da inocência
de uma criança.
e acertaram a violência
de dias brutos.
como num canil
de cães traiçoeiros
que abanam seu rabo
para te devorar pelas
costas
e o que importa
não é a selvageria
de todo esse teatro
posto na avenida central
de uma capital
de engarrafamentos...
mas a doçura
de saber que levam
meu sangue,
saio do corpo
mas não me escapa a alma
por entre os dedos
porque seria
insano demais
deixar a riqueza
dessa emoção.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Fado Grego

"A primavera chegou
Não se pode ter
Dois destinos em
solo fértil
Nem dois tronos em
rimas trovadoras
Procuro o bravo
Aquiles
Para destruir o mal de Édipo
E ganhar o solhos de
Narciso
Se o cupido me flechou
Acertou meu coração
E de cor avermelhada
pintou o chão
Solo esse que me levou
Se o céu de Ícaro tem mais
poesias
Que o de Galileu
Penso no que eu fiz,
Se eu não sei voar
Eu procura as asas
De um querumbim!"

domingo, 13 de julho de 2008

Canto do Outono

Bia mia e joga na janela seu charme. Faz com que ninguém perdesse a direção de sua intenção!

Quer atenção! E faz comover sua platéia.

Na explicação de um carinho,

O mimo! Acolhe-se nas estações...

Encontra um gato felino de asas azuis.

Se assusta, se apaixona perdi a direção.

Prova a felicidade, dor, alegria, tristeza...

Bate tudo no liquidificador.

Faz um pedido: - "Quero ser humano".

Nasce de novo, renasce como animal racional .

E aprende que vivia em um mundo encantado, maravilhado. E deseja voltar a ser bela (felino).

Mas descobre que o homem não consegue chegar no túnel do tempo.

Sofre com a dor de ter perdido o seu felino azul.

Esquece o passado, contempla o presente.

Começa a sonhar com o futuro.

Aprende astrologia, faz computação.

Pinta os cabelos, as unhas.

Começa a aprender outra língua.

Deseja ser mãe. Conquista um mural de explicações.

Vai para a África. Aprende a cozinhar.

E faz um último pedido, permanente.

Que seja feliz uma alma contente.