sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

tablado

um saltava em direção do horizonte que envolvia. o desaguar! enquanto o outro saia e buscava uma forma. de voltar e saltar novamente, mas de forma diferente com outras performances... um trazia uma paixão e o outro queria teorizar o que já não era mais.

sábado, 15 de setembro de 2012

Então! É tempo de criar mensagens... "A maior coragem é se deixar amar por quem você ama" (autor desconhecido)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Amado

Ele parece brilhar na multidão de algodão.

domingo, 4 de dezembro de 2011

embaçado

a terra corre para o campo
rasgada pelo vento
que canta junto com os
pássaros,
a água daqui é marrom
e a de lá é verde
como não notar!
os meus pés estão
sentindo um solo fértil
de macieiras e peras...
e quando chegar a hora de voltar
por favor! que seja o destino
supresa de cidade
nem a primeira nem a presente
capital.
uma escolha cigana
cosmopolita capital
feita de concreto e vestida cor
do sol,
brilha na minha feição de criar
virtudes e emoções
mesmo sabendo que lágrimas
caíram ao deixar
um porto,
para seguir em direção,
da cidade das luzes
que nunca se apagam.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

"Se em um dia de tristezas, tiveres de escolher entre o mundo e o amor... escolhas o amor, e com ele conquiste o mundo!"
Albert Einstein

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O que são decretos?

aqui
foi decretado que aqui não se faz
e que lá começa mais...
então!
lá vamos,
e aqui ficamos,
para recomeçarmos lá.
e aqui em outro
formato!
eu decreto.

domingo, 28 de agosto de 2011

escorregadia

ele era um desejo
preso na minha boca no meu estômago
projetado pela minha furia
a vida!
me faz sentir essas dores
a me contorcer
como um pano que está sendo
eu
torcida moída
em cima de uma cama de pregos
tenho essas marcas
nas minhas veias
e agora não posso arrancá-las
porque
senão vou junto
para um lugar que
eu não quero mais ficar!
escorre mais uma
e mais uma e mais e mais e mais
faz nascer vertente
dos olhos!
eu já estou nua
a muito tempo
com vergonha e medo
do meu corpo,
eu quase nem mereço esse toque
de recolher!
vestidos vermelhos
que escondem o meu desejo!
que me mata...
com um punhal na barriga
eu quero voltar de onde
eu vim,
e isso eu nem sei responder
porque eu não lembro
se sou.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O silêncio


Os homens de poucas palavras são os melhores.
William Shakespeare

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Anucie o nosso enamorar aos quatro ventos, pois estamos falando de felicidade vista a dois.

i

Quando amanheceu
eu fui buscar meus sonhos de novo!
para te dizer que
ainda estou procurando
uma maneira para acontecer
fazer florescer,
eu quero o seu beija a flor.
Por isso! Estou arrumando
as ferramentas ou uma desculpa
para existir esse medo...
de?
reviver os fantasmas
que tem passado pela minha cabeça.
e com suor e lágrimas
ou vice-versa!
estou fazendo o que me cabe
plantando um jardim
que deseja o seu "jardineiro"
um lindo!
meu!
eu sua amadora,
querido não vejo mais como escapar
de meus dedos esse desejo
quantos cabem nesse enredo?
não sei! não sei!
mas eu posso dizer que
agora.
eu acredito em amor,
Então sonhe comigo;
nos seus mais belos sonhos
para enfeitarmos com cores e perfumes
o mundo que a muito tempo
espera viver por este nosso
encontro.

domingo, 14 de agosto de 2011

Com sentido

Falsária!
perdi perdi perdi
mais uma possível ligação
com ele

talvez o medo de ser sua presa
fácil
me deixe complicar
mas até quando?

se eu o desejo tanto
aqui comigo!
rindo juntos,
mas enquanto isso!
eu me divirto com o espelho
com ela.

nada mais...
eu nunca as amei
tólices,
que eu contei de uma a uma
para seduzi-las
depois deixar!
primeiro eu faço comigo
depois eu faço contigo.

parece fácil, mas não é
doente com sua boca suja
cheia de mentiras
soltas por ai.

tome cuidado hoje de noite!
para não se perder, não se confunda
não me confunda!

estou tentando me proteger
para viver este meu desejo
de morrer e reviver nos braços
fortes e manso
de um homem.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

passando ao próximo,

pra ser sincero!
para ser...
apenas bons amigos
eu sempre vejo tudo misturado...
ela está nesta união de filiação
é o seu lar
é o meu tédio


pra ser sincero
eu vejo que essa companhia
é um crime perfeito!
como posso dizer...
talvez seja presente
como?
Igual o corpo e a sombra.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A fantasia em

A ventania
Assovia o vento dentro de mim. Estou despido. Dono de nada, dono de
ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contra-vento, e sou o vento que bate em minha cara.

Galeano

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

"Ëu jogava esses desejos nos sonhos, porque tinha que ter um lugar para que eles aparecessem comigo"

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Nosso tempo

I
Esse é tempo de partido,
tempo de homens partidos.
Em vão percorremos volumes,
viajamos e nos colorimos.
A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.
Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.
As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se
na pedra.
Visito os fatos, não te encontro.
Onde te ocultas, precária síntese,
penhor de meu sono, luz
dormindo acesa na varanda?
Miúdas certezas de empréstimos, nenhum beijo
sobe ao ombro para contar-me
a cidade dos homens completos.
Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir.
II
Esse é tempo de divisas,
tempo de gente cortada.
De mãos viajando sem braços,
obscenos gestos avulsos.
Mudou-se a rua da infância.
E o vestido vermelho
vermelho
cobre a nudez do amor,
ao relento, no vale.
Símbolos obscuros se multiplicam.
Guerra, verdade, flores?
Dos laboratórios platônicos mobilizados
vem um sopro que cresta as faces
e dissipa, na praia, as palavras.
A escuridão estende-se mas não elimina
o sucedâneo da estrela nas mãos.
Certas partes de nós como brilham! São unhas,
anéis, pérolas, cigarros, lanternas,
são partes mais íntimas,
e pulsação, o ofego,
e o ar da noite é o estritamente necessário
para continuar, e continuamos.
III
E continuamos. É tempo de muletas.
Tempo de mortos faladores
e velhas paralíticas, nostálgicas de bailado,
mas ainda é tempo de viver e contar.
Certas histórias não se perderam.
Conheço bem esta casa,
pela direita entra-se, pela esquerda sobe-se,
a sala grande conduz a quartos terríveis,
como o do enterro que não foi feito, do corpo esquecido na mesa,
conduz à copa de frutas ácidas,
ao claro jardim central, à água
que goteja e segreda
o incesto, a bênção, a partida,
conduz às celas fechadas, que contêm:
papéis?
crimes?
moedas?
Ó conta, velha preta, ó jornalista, poeta, pequeno historiados urbano,
ó surdo-mudo, depositário de meus desfalecimentos, abre-te e conta,
moça presa na memória, velho aleijado, baratas dos arquivos, portas rangentes, solidão e asco,
pessoas e coisas enigmáticas, contai;
capa de poeira dos pianos desmantelados, contai;
velhos selos do imperador, aparelhos de porcelana partidos, contai;
ossos na rua, fragmentos de jornal, colchetes no chão da
costureira, luto no braço, pombas, cães errantes, animais caçados, contai.
Tudo tão difícil depois que vos calastes...
E muitos de vós nunca se abriram.
IV
É tempo de meio silêncio,
de boca gelada e murmúrio,
palavra indireta, aviso
na esquina. Tempo de cinco sentidos
num só. O espião janta conosco.
É tempo de cortinas pardas,
de céu neutro, política
na maçã, no santo, no gozo,
amor e desamor, cólera
branda, gim com água tônica,
olhos pintados,
dentes de vidro,
grotesca língua torcida.
A isso chamamos: balanço.
No beco,
apenas um muro,
sobre ele a polícia.
No céu da propaganda
aves anunciam
a glória.
No quarto,
irrisão e três colarinhos sujos.
V
Escuta a hora formidável do almoço
na cidade. Os escritórios, num passe, esvaziam-se.
As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas.
Salta depressa do mar a bandeja de peixes argênteos!
Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa,
olhos líquidos de cão através do vidro devoram teu osso.
Come, braço mecânico, alimenta-te, mão de papel, é tempo de comida,
mais tarde será o de amor.
Lentamente os escritórios se recuperam, e os negócios, forma indecisa, evoluem.
O esplêndido negócio insinua-se no tráfego.
Multidões que o cruzam não vêem. É sem cor e sem cheiro.
Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul,
vem na areia, no telefone, na batalha de aviões,
toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem.
Escuta a hora espandongada da volta.
Homem depois de homem, mulher, criança, homem,
roupa, cigarro, chapéu, roupa, roupa, roupa,
homem, homem, mulher, homem, mulher, roupa, homem,
imaginam esperar qualquer coisa,
e se quedam mudos, escoam-se passo a passo, sentam-se,
últimos servos do negócio, imaginam voltar para casa,
já noite, entre muros apagados, numa suposta cidade, imaginam.
Escuta a pequena hora noturna de compensação, leituras, apelo ao cassino, passeio na praia,
o corpo ao lado do corpo, afinal distendido,
com as calças despido o incômodo pensamento de escravo,
escuta o corpo ranger, enlaçar, refluir,
errar em objetos remotos e, sob eles soterrados sem dor,
confiar-se ao que bem me importa
do sono.
Escuta o horrível emprego do dia
em todos os países de fala humana,
a falsificação das palavras pingando nos jornais,
o mundo irreal dos cartórios onde a propriedade é um bolo com flores,
os bancos triturando suavemente o pescoço do açúcar,
a constelação das formigas e usurários,
a má poesia, o mau romance,
os frágeis que se entregam à proteção do basilisco,
o homem feio, de mortal feiúra,
passeando de bote
num sinistro crepúsculo de sábado.
VI
Nos porões da família
orquídeas e opções
de compra e desquite.
A gravidez elétrica
já não traz delíquios.
Crianças alérgicas
trocam-se; reformam-se.
Há uma implacável
guerra às baratas.
Contam-se histórias
por correspondência.
A mesa reúne
um copo, uma faca,
e a cama devora
tua solidão.
Salva-se a honra
e a herança do gado.
VII
Ou não se salva, e é o mesmo. Há soluções, há bálsamos
para cada hora e dor. Há fortes bálsamos,
dores de classe, de sangrenta fúria
e plácido rosto. E há mínimos
bálsamos, recalcadas dores ignóbeis,
lesões que nenhum governo autoriza,
não obstante doem,
melancolias insubornáveis,
ira, reprovação, desgosto
desse chapéu velho, da rua lodosa, do Estado.
Há o pranto no teatro,
no palco ? no público ? nas poltronas ?
há sobretudo o pranto no teatro,
já tarde, já confuso,
ele embacia as luzes, se engolfa no linóleo,
vai minar nos armazéns, nos becos coloniais onde passeiam ratos noturnos,
vai molhar, na roça madura, o milho ondulante,
e secar ao sol, em poça amarga.
E dentro do pranto minha face trocista,
meu olho que ri e despreza,
minha repugnância total por vosso lirismo deteriorado,
que polui a essência mesma dos diamantes.
VIII
O poeta
declina de toda responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suas palavras, intuições, símbolos e outras armas
prometa ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta
um verme.

(Carlos Drummond Andrade)

domingo, 31 de julho de 2011

Conhecer

Força,
estamos falando de sentimentos
isso
um monte uma montanha uma construção
eu fui até
o alto do alpe
eu não a conhecia nem queria
conhecê-la
eu a queria assim
linda e formosa quase
intocável
uma estrela cadente
as vezes quente
outras vezes
fria
destemida
signo terra
vibrante e cautelosa
e com o coração de quem
ama pela primeira vez
eu fiz um verso para ela
e coloquei no alto da montanha
para quando ela buscar o seu
pedido
que seja realizado...
que os seus caminhos sejam
brilhantes e dourados
e que se cruzem com
os meus
livros e poesias estão
gastas e ficam roubadas
por uma que me escuta
e de tanto falar...
estou melhor em saber
que tudo passará!
do modo melhor que da
segunda vez
então marque um encontro
comigo!
eu quero a sua companhia,
dizendo sobre os seus desejos
e desse prazer
de vida!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Os sonhos de Helena

Naquela noite, os sonhos faziam fila, querendo ser sonhados, mas Helena não podia sonhá-los todos, não dava. Um dos sonhos, desconhecido, se recomendava:
- Sonhe-me, vale a pena. Sonhe-me, que vais gostar.
Faziam fila alguns sonhos novos, jamais sonhados, mas Helena reconhecia o sonho bobo, que sempre voltava, esse chato, e os outros sonhos cômicos ou sombrios que eram velhos conhecidos de suas noites voadoras.

Galeano

sábado, 23 de julho de 2011

invernar

Canto do Outono
Bia mia e joga na janela seu charme.
Faz com que ninguém perdesse a direção de sua intenção!
Quer atenção! E faz comover sua platéia.
Na explicação de um carinho,
O mimo! Acolhe-se nas estações...
Encontra um gato felino de asas azuis.
Se assusta, se apaixona perdi a direção.
Prova a felicidade, dor, alegria, tristeza...
Bate tudo no liquidificador.
Faz um pedido: - "Quero ser humano".
Nasce de novo, renasce como animal racional .
E aprende que vivia em um mundo encantado, maravilhado. E deseja voltar a ser bela (felino).
Mas descobre que o homem não consegue chegar no túnel do tempo.
Sofre com a dor de ter perdido o seu felino azul.
Esquece o passado, contempla o presente.
Começa a sonhar com o futuro.
Aprende astrologia, faz computação.
Pinta os cabelos, as unhas.
Começa a aprender outra língua.
Deseja ser mãe. Conquista um mural de explicações.
Vai para a África. Aprende a cozinhar.
E faz um último pedido, PERMANENTE.
QUE SEJA SEMPRE FELIZ MINHA ALMA CONTENTE.

domingo, 10 de julho de 2011

Deus mora em mim com suas abstrações segredos e presentes quase escuto ele falar, quase.

MISTURADA

partes partes
eu tenho partes minhas
por todos os lugares
soltas juntas
na minha casa
na sua casa
no corrimão

na cabeceira da cama
e faz tempo que
eu vejo partes
mas só agora eu estou
falando,
escrevendo juntando
corpo cabeça olhos
rosto pés e pernas
cabelos...


e me pedem para avaliar
o que?
eu estou desconfigurada...
porque é mais cabível
ser assim
um presente objeto

porque porque porque
você
eu estou esperando
chegar amanhã
para te contar
que a minha mente
eh suspeita
e que a loucura me ronda
surto surtos
de um peito que chia
com roncos noturnos
e uma mão que tira
a alegria de escolher
quem tocar


uma pressão sua
pense pense pense
isso é uma ordem
então me ajude
pense pense
eu estou perdendo
o controle, controle
e você vai me comandar
isso dói
então chore
enquanto existir esperança...
e eu estou falando de amor
não de doença
mas parecem iguais
como separar os dois
se estão misturados
então eu falo
um pouco baixo
para a minha voz
não me escutar...
e ficar com medo
do golpe
de um espelho.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Viviane

Tudo o que vejo



Era tarde nas janelas da sala,

Um gosto de tarde que eu queria lamber.

Tenho vontade de lamber as coisas que gosto,

Mesmo as que não gosto costumo lamber sem querer.

Às vezes com a língua mesmo.

Molhada e escorrida.

Outras vezes uso a língua da palavra,

Quando tem cheiros ruins

Ou asperezas estranhas ao paladar de minha pessoa,

Ou por nada mesmo por gosto

Passo a língua nas coisas que vejo

E passo as coisas que vejo pra língua

by Viviane Mosé

terça-feira, 21 de junho de 2011

Compartilhar vem dai...

Aqueles que passam por nós não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.
Antoine de Saint-Exupery

sexta-feira, 17 de junho de 2011

coisas bonitas que nunca são ditas




Para Camille e Paulo.



Era como o acaso, disse que iria ser...
Chorei tanto por você, pela sua fria sinceridade comigo.
As marcas no meu corpo, o seu cheiro!
Eu via alegria naquela tarde!
Você só trazia,
Ressuscitava medos e fraquezas.
E eu era pálida de cansaço!
Talvez porque eu queria te cobrir de carinhos...
Mas você é pura solidão!
Tinha até ensaiado um verso em meu pensamento,
"Toda vez que fecho os olhos eu vejo você, na sua companhia me sinto completa"
Falso! o amor e o sentimento de duas vias.
É somente meu, e você nem sei porque!
Continuo sonhando com alguém assim....
Por isso ontem peguei a minha agenda de cabeceira.
E liguei para os nomes mais lindos
Que fizeram a minha cabeça!
,enloquecerem, o meu coração de devaneios.
E no final eu dei uma lágrima em silêncio
Para você que não sabe a cor da felicidade
E muito menos, o sabor do meu amor.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Apenas

Cena
Uma confusão gritos risadas choros
o que estava acontecendo?
ela entrou assim no teatro mudo
com o seu papel...



faça o que tem
em seu coração
a liberte
não a use como brinquedo
a sua boneca
de cores
e projeta nela cores
de sua alma
apenas faça, talvez
se afaste dela...

não somos brinquedos
somos?


está nos seus olhos
ao seu alcance
explique a este coração?
pede para ler essas palavras
que se juntam para
invadir a sua inocência
e isso agora é de minha
autoria

quem derá rasgar, de repente lavar
mas ainda sou
como uma boneca de cabelos
mutantes lisos
claros agora,
eu me confundo nela
e fico numa teia
cheia de nada
quero me apaixonar
de novo de novo

Renovo.

por essa
Eu
imagino reinvento,
teatral ela quer se expressar
por isso
deixe ela fazer um texto
usar os seus
sem culpa
errantes e perigosos
atos
também foram escritos
nessa peça
que pelo sentido
de saber como usar
esta força de libertar
e separar para
depois juntar
o que é
do seu
ser.

domingo, 12 de junho de 2011

Muito

eu creio que vou saber
que você irá
todos nós!

porque eu vim para ficar
dessa vez
não exitem fugas
mistérios
em situações inusitadas
eu tenho tanta força
no peito

meus braços são fracos
e talvez magrelos
mas a veia do meu
pescoço é quase de aço
ferro ferro ferro

com um pouco de água
vamos lavar essa sujeira
das minhas mãos

porque eu quero pegar
a sua presença
com o "ver" de quem
sabe o que faz e
mesmo assim deixa cair
numa cama de paixões

seria assim
heresia heresia
conhecer passear tanto tempo
dentro de um jardim
cheio de armadilhas
mas eu vi ouvi você
tocando para mim...
um instrumento lindo
de cordas que
fazia o meu coração
pulsar
em...
tons de tons
de baterias e guitarras
celebração
canta essa nota
transforma em canção
mas uma vez.
no centro
povoando o mundo com estes
pensamentos
num jardim
dessa vez,
outra vez diferente
agora construído
por mim,
de? um,
desejo que protege.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Com isto?

O que eu vou fazer com isto?
o que?
o que?
agora que você começou
pode acabar...
agora
acabe.
estou com medo de você
de você
estou com saudades de você
de você
presa presa numa armadilha
minha
eu quero eu desejo
eu tenho
um monte de vontades...
mas todas elas
agora são você
não pode ser assim
não pode
confusão, contradição, poeira branca
sim ela é
afasta de mim!
não tem como
me esconder correr
para onde?
eu posso entregar
isto?
a espera
de chegar o dia
em que
não será mais um
sentimento que eu não
quero nomear
nem escrever
aqui
ainda existe
uma guerra
por uma fuga.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O pulo

Cade o pecado doce?
que eu escondi
uma pressa de andar e falar
quase uma tensão
estamos escondidas
uma da outra
em tempos, cidades
e países diferentes?
então meu amor
brinque com isso...
quando pensar em momentos
que queira um amor
projete este desejo
nisto! assim...
em que eu
te abraço
e deixo as minhas mãos
saltarem em sua cintura
e mudar
esta posição...
de sentir e viver
é mais
confortável
quando pulamos juntas
todas as armadilhas e os enfeites
do caminho
é tão belo
bela na maneira
de ser como
uma menina que
se enamora por meninas.

terça-feira, 31 de maio de 2011

"Desde o início existem as linhas das mãos da vida que cruzam nas esquinas do amor".

Afiada

eu tenho um punhal nas mãos nesse dia
de festa
tenho
e eu não estou com medo
ao contrário, é bom
saber que estou cortando
limpando apertando
e deixando sair
tudo isto que estava infeccionado
deixar sair de mim
e voltar com outros significados
paíra este pedido no ar
e embora eu tenha ainda muita
raiva e um punhal nas minhas mãos
eu vou usá-lo para escrever
e escupir objetos
que conte essa história minha
de
encantador.

domingo, 29 de maio de 2011

"Não tiro ninguém da minha vida, apenas reorganizo as posições e inverto as prioridades" by Dai

terça-feira, 24 de maio de 2011

Os pés de Larissa

o meu tempo chegou o meu corpo
pede para deitar
relaxar
para falar dos meus pés
e de todo esse estranhamento
perfeito
que as minhas costas e
a própria língua fere
palavras soltas
eu escolho algumas
eu falei para você
- isto você!
que eu queria,
mas não sabia se podia
confiar
minha infância me ensinou
ser assim
mas a vida também
me deu algo mais
talvez um dia eu
te conte o que...
conte para mim,
isto é bem melhor
por isso eu quero
E sei que vou falar
das montanhas
e dos mares que eu percorri
das pessoas que nunca amei
e fingi;
do que eu fugi...
mesmo?
só de mim.
de mais ninguém.
para me confortar
talvez eu descubra mentiras
que eu possa reinventar
ato de olhar para os pés
saber que posso limpá-los
usando água
quem sabe,
primeiro eu deito depois eu falo
e você ouve
eu resisto
mas sei que chegou meu tempo
falta pouco
mas os segundos parecem
tão intensos...
do tamanho de minha vida
algo vai brotar
e vai girar
no reino dos pensamentos
o universo da minha estrutura
irá falar a seu favor
favor de quem?
do jogo...
que começa agora
de se entregar
aos meus pés.

sábado, 21 de maio de 2011

"Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna".

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Via

No momento não era necessário
nomear
ela me ligava dizendo
os mesmos objetivos e intenções
sintonia?
não.
queriamos desmarcar

eu ligava para ela
dizendo
os mesmos objetivos e intenções
destino?
mais que isso
eu queria marcar remarcar
o nosso encontro.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Coração hoje o céu está mais lindo.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Achei

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vem dos meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar (Reis)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

escudo E espada

um protege e o outro?
qual protege e qual não protege?
tantas perguntas...
um monte de suposições
que não acabam;
quantas respostas eu tenho,
mesmo?
eu procurei Cristina
falei que ia fazê-la
sorrir
e ela achou
bobo.
e sorriu
dessa vez com os dentes diamantes
e a boca entre aberta
eu olhava o deitar,
mas não conseguia entregar
assim
ainda precisava de tempo
chegara a hora
sem marcar
isso o universo pode confirmar
hoje o céu está doce como
brigadeiro
palavras de quem é de vênus
uma maneira de enamorar,
eu transfiro algo de sentimento
para ela
mas ela sabe dar conta
disso
e me coloca sempre
tão confortável,
por enquanto...
estamos assim.
e isso pra mim se torna
muito.

Catálago

Sim eu estou provando um pouco de tudo
então
Você já fez seu pedido...
Acabei de pagá-lo.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nas mãos

"Ela procurou uma maneira de cessar"
"o que vem antes"
"da chegada"
"numa gestação"
"no antes..."
"confundindo tudo"
"normal ficar confuso confusa"
"quem consegue se organizar"
"no organizado?"
"mestres mestres quem faz..."
"Mas isso não sou eu".
"primeiro eu lutei para você"
"não me ver chorando"
"tinha medo e vergonha"
"de mostrar a minha história"
"as lágrimas magrelas,"
"mas você pediu para ter"
"ser paciente"
"que tudo fluirá"
"neste tempo eu percebi que ainda"
"precisava do seu olhar lunar".
"E que ainda era cedo para"
"divãniar"
"mas os devaneios já estavam"
"pairando por nossas cabeças"
"eu ficava encurralada"
"e você tão simples e compenetrada"
"com os olhos brilhantes a me olhar"
"quase uma pintura de Dali,"
"fantasias minhas ilusões minhas"
"que eu projeto em você,"
"tão assustador pensar em perder"
"isto!"
"Então me lava e tira essa sujeira"
"que cobre a minha pele,"
"Por favor!"
"Eu já queimei todos os cigarros"
"A sua fé tem que ser maior do que o seu medo".
"...eu estou baixando a guarda"
"eu quero a sua ajuda"
"eu escrevi isto para você"
"e para mim "
para que eu possa ler.

domingo, 1 de maio de 2011

Futurar

...Já amei tantas e muitas vezes voltei
com os pedaços nas minhas mãos
eu já joguei todas no passado
da lata.
E isso foi mais do que três vezes
muitas e muitas e muitas
agora.
Eu devo esperar um pouco
mais...
a paixão tem pressa de nascer,
mas o amor é tolerante
E sabe apreciar esse tempo
em que cuido
com detalhes,
do meu lar.
No templo que estou construindo,
mas existem pedidos nele também
de muitos amigos verdadeiros,
e uma amante que queira
enloquecer e ser enloquecida
por mim.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Eu

Carrega contigo
carrego comigo
isso sem juízo nenhum
alguns dizem
ela...
alguns apontam
ela é louca
mas eles nem sabem
o quanto é
doce essa loucura.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

entrega

Com aquela suavidade de beija flor ela me alcançou.

sábado, 23 de abril de 2011

Fetiche

...eu vejo você linda e esperta, mas por enquanto não posso tocar
porque ainda existe uma espera
onde eu tenho que respeitar até a hora
do sino trazer o nosso encontro
para que eu possa te buscar.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Brincar?

O quanto você esta disposta a brincar,
mas essa brincadeira tem regras...
começa assim,
o que mais for divertido e incrivelmente simples
e engraçado você
me chama para compartilharmos
e eu faço o mesmo,
vamos fazer isso
por alguns dias?
e nisso vamos experimentado
essa brincadeira
é uma proposta gostosa
que eu faço a você
nesse dia de sol,
como num dia de festa
como numa fantasia uma ilusão linda
que é necessária para viver
por ser e ter essa elegante
leveza.

domingo, 17 de abril de 2011

Espelhos

Cris eu quero te falar
algo algo
sobre mim
que você não sabe...
que você já sabe...
mas me bateu um medo
bem na altura da barriga
fez doer
Cris eu vou te dizer
e se eu falar
mesmo assim o que pode acontecer,
foi assim que eu olhei nos seus
olhos claros e molhados
como os meus
e falei
do dia que eu passei
com aquelas que seriam estranhas
agora tão íntimas para mim,
foi ai que nasceu o
medo,
que castigou a fala
mas surgiu a lágrima
para lavar a face
e mostrar que podemos
compartilhar este momento
que agora
É todo meu.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

QUERERES

Quero que você me queira assim,
com o meu rosto meio triste,
com as minhas asas longas ou curtas,
com o exagero de raiva e de afeto,
com a gargalhada e o mau-humor,
com a minha capacidade de falar
e as minhas manias de me fechar em silêncio.

Quero que você cante comigo
todas as canções de amor.
Quero que você viaje comigo
pros países mais encantados.
Quero dançar nas nuvens com você.
Quero você junto, remexendo a rotina.

terça-feira, 12 de abril de 2011

É necessário descrever?

"Pode invadir
Ou chegar com delicadeza
Mas não tão devagar que me faça dormir
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar
Acordo pela manhã com ótimo humor
Mas ... permita que eu escove os dentes primeiro
Toque muito em mim
Principalmente nos cabelos
E minta sobre minha nocauteante beleza
Tenho vida própria.
Me faça sentir saudades
Conte algumas coisas que me façam rir
Viaje antes de me conhecer
Sofra antes de mim para reconhecer-me
Acredite nas verdades que digo
E também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro. Me deixe sozinha
Só volte quando eu chamar
E não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada
Então fique comigo quando eu chorar, combinado?
Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... Se vista tão bem...
Gosto de camisa para fora da calça,Gosto de braços
Gosto de pernas
E muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, cheiros, olhos, mãos...Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida.
Não goste tanto de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.
Nem escravo meu
Nem filho meu
Nem meu pai.
Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês
Mas me faça uma louca boa
Uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos.
Me carregar pra a missa, apresentar sua família... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto
Olhe para outras mulheres
Tenha amigos que se tornem meus amigos e digam muitas bobagens juntos.
Me conte seus segredos... Me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore eleja algumas contravenções.
Me rapte!Se nada disso funcionar ...Experimente me amar!” _de Medeiros.

Realista

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. _de Medeiros

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Plágio



Provocações e insinuações
de uma jovem escritora madura
da cor,
marrom.
lembrou o seu dia primeiro
Em...
Parafraseando Quintana "E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vida dos insetos..."
e começou assim a nossa semana.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mudança

eu mudei todos os móveis de lugar
primeiro porque eu desejei enfeitar
o meu quarto e retirar o cheiro do
passado do meu armário...
Colocar coisas, livros, cadernos, roupas, bilhetes, perfumes, lacinhos
tudo novo de novo e
de repente
toca a campainha
e chega alice
pedindo para desarrumar,
porque iriamos mudar aquela semana
eu fiquei muda
com um tom de parede pintada
até projetar o meu espaço
ao novo lar
e conhecer a minha vizinha
que pirava o meu cotidiano
com suas voltas matinais
pensei;
vou pegar uma tela
para fantasiar está paisagem
selvagem e terna
que cabe somente nos meus olhos
e rompe os pensamentos
com os segundos fugidios
do pistar...
de meus cilios.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sótão encantado



...ela fazia vários manejos com o corpo uma imagem linda que ficou capturada na minha retina.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Conversando com Cristina

São tantos assuntos que veem e vão
e Cristina fica me analisando
questionando interrogando
eu falo para ela dos meus medos
e das minhas confianças
e ela fica ali
me mostrando
apontado,
mas agora de maneira suave
segura, delicada e minha.
isso é bom
porque falo para Cristina
que faz tempo que estou
nisso...
me perdendo,
mas agora é diferente!
está nos meus olhos
no meu corpo,
nos meus passos
o meu tempo.
Tudo se encontrando.
São esses espelhos
que Cristina me mostra
e isso é uma delícia.
É divertido
eu só estou começando.

segunda-feira, 28 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

Em círculos

cavalos lindos e fortes estão conduzindo
um ensaio natural e maravilhoso
essa é minha chance


eu sinto que essa é
a forma simbólica de ser livre
tão selvagens...


sei que vou viver para domá-los
para serem vencedores
Com os meus segredos.
mistérios sempre irão pintar por ai.

Numa magia...
alquimia dos meus olhos
ninguém vai saber o que está acontecendo
E neste ano neste estado.
muitos e muitas irão me amar

Estamos correndo com eles,
logo ela que
é uma atriz
que morre afogada por mim
como num presságio.

Estamos correndo com eles...


vai ser neste cenário
todos iguais...
vai ser assim
nessa mesma beleza que a lua
vai surgir
num rompante


que pega e rasga morde lava
e junta tudo
para fazer
essa delícia renascer.
No alto do desejo
perto do pescoço
no peito.

quarta-feira, 16 de março de 2011

I déia

"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver" Gabriel Garcia Marquez .

terça-feira, 15 de março de 2011

Ao vento

Como o vento levou uns dos filmes mas lindos e líricos
que eu já vi.
lembro como se fosse hoje sentada no sofá com minha mãe
assisti todos os filmes melosos e românticos com ela...
Endlees Love e love story
alguns eram em inglês e sem tradução
mas eu assitia,
até conhecer o
Tema de Lara
mesmo sem entender nada.
aos quatro anos.
Todos aqueles cenários aquelas cores
e toda a trama
me deixava apaixonada...
foi assim que comecei a gostar do cinema,
dos romances e
da poesia.
Com essa magia
por isso eu fecho os olhos e deixo cair...
para sair de mim,
algo que não causa paixão
eu gosto disso
de ser...
encanto e ser conquistada por
uma que me pegue com a força
do fogo e a suavidade
generosa do amor.

sexta-feira, 11 de março de 2011

pele de?

calada com as suas mentiras ela chorou
lendo uma besteira qualquer articulando o seu
pensamento perverso
infantil, vítima da sua própria arma
eu vou enfeitar essa estória para ficar
mas suave...
vou tentar
ela é monstruosa...
não por ter se perdido,
não por isso todo mundo se perdi um dia
não por gostar de se ver
no espelho como vítima
também isso não...
mas por ela ser tão perversa com ela mesma...
Cuidado vítima, vítima da sua própria sorte,
disciplinada? como ela é culpada disso...
mas tão contida e auto controladora, para que? mesmo?
ela pode até beber seu próprio sangue
suja!
adora ver as cicatrizes
ela mesmo faz uma
todas as noites
se diverte pervertida... somba das fraquezas
mas engole a sua língua maldita
escreve como um demônio e faz
feição de vítima
como alguém pode amá-la
se ela nem consegue perdoar seus próprios defeitos
apática mutante
um olho é claro como a luz o outro é escuro como o inferno
mas é viva.
até chegar a hora
de muitas mãos atravessarem em sua garganta
como uma espada que dissipa a cabeça de uma besta
antes fosse uma vagabunda promíscua e sorrateira
mas não sabe
não quer não deixa a sua loucura sair do seu quarto
talvez com medo de ver
a sua verdade exposta
querendo ser um
sendo uma
talvez contradições em sua vida
pobre trabalhadora menina
vai lucrar vai lucrar...
eu fui sua platéia
agora não sou mais público da sua histeria
engole as suas verdades e vai ser feliz
essa foi a última lembrança da sua peça
que eu vi.
por isso eu fiz essa nota
e este blog publicou
na ala.
vamos cooperrar com alguém
enterrando um fantasma que ainda tem ossos
mas precisa ser sepultada
com a boca cheia de areia.

quarta-feira, 9 de março de 2011

pelo amor

O que escorre entre os dedos
pelos olhos
percorre o corpo não é amor
Não só isso.
mas sim quando olho
Chamo e penso...'
é ali que está
veja como é maravilhoso esse encontro
eu quero te conquistar todos os dias
igual aos planos secretos
inventados e mapeados pelo coração.
vamos acordar em nossos reinos
enfeitados.
os deuses sabem como isso é bom,
quando nossos lábios se tocam
o mundo inteiro para
e gira ao mesmo tempo.
fazendo constelações nascerem
de novo.

sábado, 5 de março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

Quero viver na beleza desses gestos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Conexão

O que é a morte senão uma morte?
uma outra passagem...
um outro estado?
uma situção diferente?
às vezes é necessário morrer para viver.
como Cecília Meirelles.
"Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira".

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Fizemos um filme.

começava assim,
como eu posso conviver comigo se eu não me conhecer?
o cenário dessa história
era o que mais me chamava a atenção
de tão estranho e fascinante
tudo era coberto de espelhos
para que fosse possível
ver apreender cada detalhe
cada gesto, momento e sensação!
e sempre tocavam músicas
de tempos em tempos.
parecia que narciso não gostaria
de estar ali,
era tanta perfeição e imperfeição
que acabaram os créditos
e ficaram esperando
a continuação...
do que só pode ser visto
e revisto.
No cotidiano de vidas.
como a sua.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

correspondência

Eu cobria com vultos pequenos a sua saída
Você demorava retornar
Mas eu sabia que parte do gosto e cheiro...
E da minha própria memória
Era viver nesse tempo...
Presente tão eterno e prazeroso
Eu quase não estou correndo para nenhum lugar
Porque eu estou esperando aquela
Que eu já conheci para colar
O que se partiu
O amor demora, mas não escapa de mim
E conhecendo o destino como eu desconheço
Eu jogo flores no mar...
Todos os dias.
Para que esta semente não seja plantada em vão
Os caminhos.
Eu estou colocando a minha verdade neles
Até chegar a hora de abrir está carta
Feita para você.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Depois que o medo passar.

Vou escrever frases lindas sobre a minha vida.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O que as minhas escolhas têm a ver com isso?

Deixe-me criar
Eu te deixo criar...
No seu espaço e o que mais for
Preciso.
Eu necessito!
...eu deixo
Então me deixe também
o que mais eu peço
o que mais você quer ?
eu quero liberdade
isso seria simples
Por que não?
liberdade para me expressar
escrever, falar, contrapor, interrogar
conceituar, aprofundar
sintetizar.
A minha natureza que vai
destes olhos que procuram
Uma forma, maneira para...
continuar a se expressar
comunicar?
Deixe-me brincar com as palavras
Rodopiá-las
Fazer encanto para que a magia
Do ser não seja em vão.
não me deixe
no seu criado
que é mudo.
Larissa Teixeira

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Com assunto

na minha garganta existe um nó.
que eu quero desfazer...
mas ela surgiu como um cometa
e me colocou numa caldeira de fogo
eu mato este sentimento dentro de mim todos os dias
porque eu a amo
ela tem chorado muito...
agora é minha vez de fazer chuva
todos dias quando acordo.
vem o sol para secar as minhas lágrimas
já é tarde para reparar que eu estou queimando
eu não consigo te alcançar
me salve de mim
tudo está inundando
eu sei que alguém pode me ouvir
o vento está me dizendo algo
posso escutar uma resposta?
para o meu coração
então porque você não fica
comigo eu me jogo numa estrada
muito perigosa mas eu sinto
que ela pode me ouvir
ao menos dessa vez
eu quero que seja ao contrário
de tudo o que eu acabo de escrever.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Deitada na grama ela disse:

...eu estou só, mas quem é que não está?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

rompante

e este sentimento exaltado e ao mesmo
tempo dilacerado
feito este rubi
da primavera
E você veio lá do céu
mas volta para o inferno
onde todos são sozinhos
em suas multidões...
eu fiquei presa em suas mãos
por quanto tempo?
todos os meus pensamentos estão
indo para aquela ilha de povos nus
e cabelos brancos
eu quero ser amante da lua
e casar com as estrelas
enamorar o sol
para não ser mais entediante viver
em círculos de concretos vazios
quase sempre procuramos algo
algum tipo de diversão para aquecer os corações
com uma ilusão finita
como esta que não canso de olhar...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Para começar o dia diferente

cante bastante... não alinhe desalinhe,
Grite, fale em silêncio!
não mantenha o cansaço.
almoce no quarto, guarde um retrato!
faça uma prece.. carregue um sino!
e tenha tino.... mas se for para correr só se for por você!
Motivo maior não conheço.
e agradeço por saber.
e assim no horizonte amar você.
até amanhecer!
indo embora com saudades...
querendo ficar para sempre
no ausente espaço que nos separa,
essa vírgula e ponto de interrogação!
que molda a sua respiração ofegante!
embalando o meu corpo envolto ao seu.
dançar no céu de possibilidades....
quando encontra o seu calor!
o céu se abre e vejo os olhos do amor!
querendo me abraçar eternamente...
eu me dou em doses de felicidade!
e chegamos a estar sempre esperando
mas um dia infinito para nos encontrar!
No balanço
dos nossos corações apaixonados.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

" Eu minto nas palavras para fazer beleza o que se faz triste em sentimentos... mas não se engane ninguém vive para sempre numa montanha russa".

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cor de Boca

essas palavras não saiam da minha cabeça
e de pensamentos confusos
eu pedi
e você saiu de uma vez
rasgando o asfalto
numa rapidez quase perversa
eu olhava o seu espelho
com uma vontade de não sentir
mais esse desejo crescia
mas como seria se todos
os momentos não fossem fugidios
e com medo você abriu os meus livros
um por um
eu esfregava os olhos com as mãos
para mudar alguma
coisa em mim
chorava por dentro
fora de roupas vazias...
nua em quartos estranhos
e por mais que eu tenha
a certeza que tudo passará
esse gosto não saia da minha boca
e mais um dia nasceu
com este prenúncio.

sábado, 27 de novembro de 2010

o sonho dos anjos_

Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos, é sonhar mais. [ Marcel Proust ]

sábado, 6 de novembro de 2010

Cortaram o prazer daquela loucura e foi assim que eu fui passear com os canarinhos.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

LADO B

Personagem Priscila – prostituta mora num cortiço em São Paulo
Nome de guerra: Girassol
Família: Mora sozinha com o seu gato malhado Chanel.
Foto: expressões de medo e desanimada (detida as 02:00 AM na delegacia da zona norte SP)
Motivo: ainda não sabe
Fiança: não tenho como pagar

No seu relato ao delegado fala o que –

Eu preciso de movimento
Os carros corriam dançavam percorriam
Por ruas que eu gostaria de conhecer
Andavam e pegavam fogo...
Tudo em chamas!
E tudo é tão tarde...
Agora!
Mas me adora!
E essas luzes morrendo
Quem é você?
E já fico com saudades
De modo explícito
Para se ter atenção
Quase com os olhos molhados
Como raios de sol,
Em uma distância.
Palpável!
Uma garota terra.
Signo terra!
Quem jamais te esqueceria...
Eu pensei em você
E naveguei em seu corpo!
E sempre acabo ficando com saudades
Da onde vem esse pensamento
Conta pra mim...
No brilho da lua e segue o destino
Enquanto em mais uma esquina
Fria e escura
Eu aqueço o meu corpo com mais
Alguns cigarros.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

(Re) faça

"Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível." Drummond

aos poetas...

O que existe é o vazio
fome, come, nome, homem

Conquista!
Num arroubo de rebeldia
este/esta sem nome e
nega à resignação
e grita à libertação.

Uma nova existência foi conquistada
A comum-unidade desvela
a comum-união.

Esperamos dias melhores?
Até quando...
Até quando...
Até quando...

Enquanto isso ...
construimos uma nova política de assistência social. (por Melina Nunes)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cópia_

...terminaram mais um dia
com aquele mesmo tom
fazer uma prece e pedir
um dom
maior!
para deixar essa ânsia passar
eu quero ser dissecada, apedrejada
usada, mas não perpetuada
acabar com isso
de ser cobaia do destino
ver o todo nisso!
remar logo para o fim
e não medir o final
e se mesmo depois
de tudo sentir que deveria ter
sido mais paciente
neste momento continuo escolhendo
em ser eloquente
conversar com a sombra da morte
oferecer meus medos
e segredos...
viajar com a loucura
que me cura desse mundo de nada
que faz da vida uma
navalha.
que corta os meus sonhos
roubam meus beijos
e pisam no meu estômago
tirando a minha comida
para alimentarem
os cães.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

estranha_

eu nem moro mais aqui, mas mesmo assim nada mudou...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

os segundos que não calam_

precisava sair dali
daquele lugar tão inventivo
naquele momento...
necessitava de vento nos cabelos
e movimento no corpo!
o meu corpo era mais
presente que o meu pensamento
Corpo pesado!
e curvado
de tanto balbuciar.
não encontravam perguntas.
mas porque?
só existiam respostas!
naquela manhã festiva.
e de repente contornei
com meus dedos
a cadeira macia
que me fazia companhia
lembrando das palvras
lidas e relidas de Lispector
"fale de seus sentimentos não de sua razão"
assim comecei meu dia
depois de enterrar aquela manhã bela
veio a tarde jovem e fogosa...
no meio da chuva quase
uma ilusão pintada
por palhaços, loucos e poetas.

sábado, 21 de agosto de 2010

Jogava os meus ombros sutilmente em sua direção
não demonstrava interesse explícito!
fazia meu corpo padecer por aquele abraço
que era perdido, mas esperado
nesse dia de festa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

o que é preciso?

esses versos não são precisos
mas são necessários
eu vomitaria essa idéia sobre você
conforme a minha vontade
eu passava as mãos
na sua virilha como se fosse
em sua garganta
afiada
esmaltada!
engolia essa solidão
uma vez era forte outra era pálida
eu entristecia a rua com essa beleza
fazia chuva todos os dias
como nessas cartas
eu marcava o seu rosto
para não esquecer
o que era rude e cru
por toda vida.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ela deitava seus ombros
sobre o meu corpo ofegante
deixava escapar essa vontade de ficar
nesse nosso planeta encantado
eu jurava que iria passar
mas o inverno me lembra todos os dias
como é viver com esse amor.

sábado, 3 de julho de 2010

Por toda conspiração

Cuidado com a crítica.
Ela não tem cuidado
Tem vontade como esse seu
Desejo...

Ela não morreu nem morrerá
Está certa disso!
Por isso ela vem assombrando
Não tem moderação nem equilíbrio
Tem tempo de sobra
Para sabotar manipular.
Sabe brincar de ser triste!
Ser feliz.

Sem rosto com o corpo coberto
Feito essa cultura do norte
Porque todos eles são nômades
De unhas encravadas
E pés pequenos
De um andar enfadonho
E a boca molhada...

Não rosnam nem pintam o nariz
Mas sabem alimentar as alegorias
De sua imaginação...
Com seus reinos príncipes e histórias lindas
São como imagens e códigos do elemento fogo
Ela vinga essa justiça, será?
Ela mata, maldosa, será?
É desejada!
E não quer ser?

Pendurada em uma moldura de diamantes,
Ela brilha por fora
E ri por dentro
Sabendo que todos que a adoram
São feitos de bobos numa corte
Comprada!
E quem não sabe negociar, ela diz:
Não ganha.
Essa mercadoria tão deliciosa.
Fabricada pelo,
Fetiche.

sábado, 19 de junho de 2010

Embora

Tantas vezes eu repeti está frase
naquela noite!
que não haveria outro fim senão
este!
Os meus olhos eram aquáticos
e estrelados de tanto fantasiar.
E isso eu faço sozinha.
Tinha passado um presente
de alegrias fugidias.
E isso! Eu faço sozinha
Num instante eu vacilei com as mãos
e os olhos cheios de desejos.
Para bagunçar.
E confundir a espera.
E isso eu faço sozinha
carregando uma taça cheia de lembranças.
eu usei aquele personagem para
me encantar por você
lembrei da música dos
loucos .
Só sabe quem sente.
Como um encontro..
Arrumando minha bolsa de cigana
perdida!
Isso eu faço sozinha,
Para não ter cúmplices
Sempre! É bom ir para lugares secretos.
Foi assim que esqueci
abrindo um livro e fechando o outro.

domingo, 16 de maio de 2010

Esquecer?

Foi inevitável!
Essa escrita grave, aguda,
Sem assento.
De platéia ofegante.
Com verbos poéticos!
Então fui ler o seu diário
Roubar, captar a sua história porque nela eu vejo
Esse dia!
Nas noites de estréias
...e todos queriam estar
Por lá.
Eu prometi para o destino...
Algo indecifrável.
Eu prometi
E isso não se faz!
Quantas promessas cabem em sua mão?
Isso acontece?
Por isso vim jogar no mar.
Esse baú cheio de nada
Que construí durante o verão
Para ser poeta.
Porque quero tudo de cores belas
E novo.
Beijos e cheiros doces.
E para ser necessário em
Tudo isso que não se explica.
Simplesmente vê e sente.
Eu escutei lindas músicas
Para aquecer o coração
Depois coloquei uma sublime idéia
Em meus sentimentos
Fui ver o que o medo poderia fazer
Foi assim que chorei lembrando o ser
Que amou -
Contando uma história a sua memória.
Para encantar o sol e fazê-lo nascer novamente
Quando uma estrela piscou no céu
Contemplando o que já era vivido
Nessa pausa eu -
Jamais vou esquecer essas palavras.
Falada, deitada, movida pela vontade de ficar.
Por isso você passa
Por ai
Medindo o seu passo apressado
Governando uma impressão de que um dia
Vai estar em casa.
Os olhos querem criar transformar
Tem fome do inusitado
A barriga rosna por este desejo.
Que seu encontro era esperado
Por mim,
Há muito tempo
No acaso_

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tuas mãos

Quando tuas mãos saem,
amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?

Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.

A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.

Pablo Neruda

segunda-feira, 3 de maio de 2010

...Eu li toda a sua tristeza oferecida estampada e agora eu era cumplice e depois desse segredo necessitava viajar para fora de mim...

domingo, 25 de abril de 2010

...fiz um pedido dois, três até cair a vontade e voltar mais uma vez para ler nos olhos esse seu encanto de viver...

domingo, 11 de abril de 2010

Palavras perdidas

...eu não preciso me preocupar com vírgula acento
ponto!
existe um sentido nisso tudo
eu acredito nisso por isso voltei a escrever...
você tem ido para um lugar
que eu nem sei como se chama
foi assim.
porque tem medo de me machucar?
eu não teria!
não somos espelhos.
então o que é diferente assusta?
eu posso dizer!
isso são muitos, são poucos que fazem.
então carregue o seu universo
nessas suas escolhas
eu perdi tanto do meu suor
nessas esquinas.
tempo de guerra.
derrama sangue em terra de paz
a vida quer ser serena
fonte de prazer
eu não nasci da dor
nem do amor?
uma interrogação presa no meu umbigo.
sou um animal diferente de você
sua besta!
minha doce.
me ensina a voar com você
falta somente isso
para que consumir nesse fogo?
nessa sua cama cheia de dúvidas.
falta somente isso
aparece por acaso, aparece
que eu preciso te dizer
o quanto
eu adoro esse destino bom.

quarta-feira, 31 de março de 2010

"E fizeram jardim no meu quintal".

segunda-feira, 22 de março de 2010

Ser doce_

O Deus das pequenas coisas...

"'Me sinto uma fracassada'.

Não é uma frase fácil de se ouvir de alguém. Soa até mesmo incompreensível quando se trata de uma mulher linda, rica, que mora numa casa deslumbrante, passa uma parte do ano no Brasil e a outra em Nova York, é casada com um homem igualmente lindo e apaixonado por ela, tem dois filhos que são uns doces, é uma profissional bem-sucedida e já deu a volta ao mundo uma meia-dúzia de vezes. O que é que falta? “Um projeto de vida”, responde ela.Existe uma insaciedade preocupante nessa mulher e em diversas outras mulheres e homens que conquistaram o que, a priori, todos desejam, e que ainda assim não conseguem preencher o seu vazio. Um projeto de vida, o que vem a ser? No caso de quem tem tudo, pode ser escrever um livro, adotar uma criança, engajar-se numa causa social, abrir um negócio próprio, enfim, algo grandioso quando já se tem tudo de grande: amor, saúde, dinheiro e realização profissional. Mas creio que esse projeto de vida que falta a tantas pessoas consiste justamente no que é considerado pequeno e, por ser pequeno, novo para quem não está acostumado a se deslumbrar com o que se convencionou chamar de “menor”.Onde é que se encontra o sublime? Perto. Ao regar as plantas do jardim. Ao escolher os objetos da casa conforme a lembrança de um momento especial que cada um deles traz consigo. Lendo um livro. Dando uma caminhada junto ao mar, numa praça, num campo aberto, onde houver natureza. Selecionando uma foto para colocar no porta-retrato. Escolhendo um vestido para sair e almoçar com uma amiga. Acendendo uma vela ou um incenso. Saboreando um beijo. Encantando-se com o que é belo. Reverenciando o sol da manhã depois de uma noite de chuva. Aceitando que a valorização do banal é a única atitude que nos salva da frustração. Quando já não sentimos prazer com certas trivialidades, quando passamos a ter gente demais fazendo as tarefas cotidianas por nós, quando trocamos o “ser feliz” pelo “parecer feliz”, nossas necessidades tornam-se absurdas e nada que viermos a conquistar vai ser suficiente, pois teremos perdido a noção do que a palavra suficiente significa.Sei que tudo isso parece fácil e que não é. Algumas pessoas não conseguem desenvolver essa satisfação interna que faz com que nos sintamos vitoriosos simplesmente por estarmos em paz com a vida, mesmo possuindo problemas, mesmo tendo questões sérias a resolver no dia a dia. É inevitável que se pense que a saída está na religião, mas dedicar-se a uma doutrina, seja qual for, pode ser apenas fuga e desenvolver a alienação. Mais do que rezar para um deus profético e soberano, acredito que o que nos sustenta passa sim, por uma espiritualidade, porém menos dogmática. É o cultivo de um espírito de gratidão, sem penitências, culpas, pecados e outras tranqueiras. Gratidão por estarmos aqui e por termos uma alma capaz de detectar o sublime no essencial, fazendo com que todo o supérfluo, que não é errado desejar e obter, torne-se apenas uma consequência agradável desse nosso olhar íntimo e amoroso a tudo o que nos cerca."
Martha Medeiros

quinta-feira, 18 de março de 2010

Com um,

E somos fonte de uma beleza que nada se espera
vamos formar!
uma vida maior!
e com certeza tudo vai continuar...
agora na sua mão presente
então deixa!
eu apagar essa coisa
desse nosso comum...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Nuances de um contraste,
Viver é morrer todos os dias.
E é preciso viver para entendê-lo.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tudo tem uma intenção.


Por trás do espelho – Tudo tem uma intenção.
Reescrevo esta história. - Porque foi pedido para contar uma comédia.
Mas não haveria um leitor para rasgar o pacote feito pelo verso de um poema. Então lembrei de David Lynch - De onde vêm as idéias?
E quando capturei um de seus versos - Em águas profundas.
Sugeri este trecho – A torre de Ouro – “Assim como um espelho reluz quando está limpo aqueles que se veem a si próprios também reluzem. Eles são eternamente preenchidos de felicidade.
Eu desejo! E nasceu! Continuava lendo vários trechos.... Acender a luz - “Somos como lâmpadas. Quando o contentamento começa a crescer dentro de nós, isso é como uma luz, essa luz afeta o meio ambiente.
E várias palavras foram grifadas e seria uma heresia falar somente de um instrumento.
Porque penso que os escritores são instrumentos de interação para além da comunicação.
E a palavra usada, falada!
É um processo criativo, esquecidos por uns ou até mesmo pouco valorizada por outros. E nesses pronomes quem são os que nunca se pronunciam?
A sua vontade? Repito!
- Qual é a sua vontade?
A minha neste momento seria ouvir e ler fatos, histórias as idéias de todos vocês.
Sobre você.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo" Quintana

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cria tua.

Ela está indo para uma cidade qualquer
Por isso!
Ela Fecha os olhos
Para sentir o frio na barriga.
Ela leva!
Continua levando!
Este desejo incessante de continuar e voltar.
Parece de um lado um disco arranhado de outro uma passagem!
Ela sonha em voar!
Precisa pecar escandalizar ou romper o silêncio...
Gosta quando o fogo inunda,
E quando a água constrói dentro de uma bolha o seu ar
São libelos! Esse é o seu chão...
Fatídica! Numa crítica incessante da sua própria aparência
Quer ser consumida e para isso tenta se adequar
Precisa de um analista.
Mas vai ao mundo da informação para saciar
O medo de conhecer a sua mentira,
Que foi escrita para confundir a verdade
E sem oposições e mesmo compreendendo.
Quer vivê-la por toda vida.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Eu quero você no meu corpo sem medida de tempo.

domingo, 17 de janeiro de 2010

“Faz um pedido agora, à estrela...”
Lembra? Era eu.

Luis Augusto Fischer

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

durante_

eu sentia que um olhar seguia
em minha direção!
com passos,
mãos, lábios e pensamento
ofegante de tanto desejo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

seu fogo_

"Não há necessidade de grelhas, o inferno são os outros".

Jean-Paul Sartre

domingo, 20 de dezembro de 2009

O poder

eu sabia juntamente com ela
como deveria.
ser usada as palavras...
e o olhar!
para conseguir tudo.
o que se quer!
sejam então donos
e nesse momento jogavam
os livros de suas cabeceiras!
no chão como se tivessem ali
esquecido que eram seus enfeites.
e assim quando!
o quarto amanheceu...
A Lua foi embora!
eu fiquei mais leve feliz!
porque não escondia mais minhas
poesias.
que noutrora!
de tanta lucidez.
embrulhava o meu mundo.
era uma alusão nova.
visionária de tanta sedução
provoca os venenos a serem
testados pela sua prórpia
loucura e decência.

sábado, 19 de dezembro de 2009

grotesco_

no apartamento 303
ela fazia comida
às pressas!
depois rasgaram suas roupas
e comiam!
aquele deleite
de saciar a fome.
e em seguida foram!
todos os convidados embora
e assim ela entrou na roda.
quis se expor.
por inteira com todas as
suas cores e pele.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Amando.

não quero saber dessa conversa banal!
você não sabe o que é praticidade?

Não!
- Então me diga o que é!!!
e todos os fogos se ascenderam nos bairros e nos quarteirões e ali tocavam músicas nossas por isso escrevi eu preciso te dizer_

sábado, 12 de dezembro de 2009

Silêncio!

qual é o seu objetivo?
- Deixe a tristeza chegar.
Deixe a tristeza passar.

quando você chegar
lembre-se que eu gosto do seu gosto!
mas não deixe o tempo apagar isto.
então não demore.
por nós!
somos como selvagens
famintos!
por essa vida cheia de aventuras
promessas malucas...
eu não quero a sua sensatez
quero a sua febre!
e esses olhos pegando fogo.
paixão instantânea que rompe
o silêncio!
castigando o seu orgulho
talvez seja!
uma mentira contada pela verdade
e nesse instante nós vamos.
desejar...
mas não confunda!
o que é passageiro vem do leste.
e quando tudo estiver consumado
o céu irá nos dizer
que mais um dia!
nascem...
sorrisos circulares lá fora.

domingo, 6 de dezembro de 2009

ser assim

Esse passo vem do movimento
que alimento para dizer, ou
o que a palavra talvez queira
esconder.
eu quero esse simples momento
em que você joga os seus braços
envolvendo a minha cintura...
e com a mesma vontade
somado! somando!
há horas!
pelo desejo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pela imagem_

repousas a cabeça
no meu colo

sabes

o meu peito está erguido
e só tu és capaz de trepá-lo. (Jota - Poemar-te)
Pousaram na praça no centro todas as vertentes sobre a mulher do fogo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Tudo o que eu quiser levar_

"Eu gosto da rosa da flor!
sem espinhos com espinhos!
vai lá ver o céu!
ser aurora boreal".

domingo, 22 de novembro de 2009

Com motivos_

"Comece assim eu quero sempre a liberdade da escolha"

Eu quero todas as conotações descritivas sobre o fato_
E somente esqueça o que você quiser esconder_
Mostre toda a sua vontade de viver_
Pode trazer os seus adornos e roupagens_
Mas deixe tudo lá fora_
Aqui existe um tempo livre e seu_
Não precisa explicar nem mesmo esquecer tudo_
Traga sua inspiração também_
Hoje é um dia de tantos outros_
Que você contará_
Do alto ao pequeno_
Sobre todos os conceitos_
Simples e mente_
Serão as histórias que esperamos_
Tanto para aquecer os dias e o coração.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

>Pequenino manequim de Amsterdã<

Corre pelas ruas escuras ou
É clara?
Me salva! Me salve!
De mim, mais uma vez
Não esqueça dos meus olhos.
Nem do cheiro dos meus cabelos,
Pois eu já esqueci a cor do seu sorriso.
Todo poeta esconde um cisco!
Na varanda da alma.
O que a vida pede que seja!
Breve são as alucinações...
Assim!
O que poderia ser cabível no peito?
Nódulos carnais...
Que invadem seu corpo
Nada como ver que é justo e certo!
Com essa mistura cênica,
e infalível do seu posto!
Deitado neste divã.
Até chegar ao ponto de
nascer arrepios...
No seu ouvido_

sábado, 7 de novembro de 2009

- Ele não sabia porque corria tanto naquela direção, eu sabia.
Entendia!
Falava, mas não deixava a minha mão interromper o que era seu tato -

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

do mundo_

"Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.
Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.
Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.
Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microcopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer
esse amanhecer
mais noite que a noite".

(poema: Sentimento do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

sem pudor_

eu via sexo em tudo que
você mostrava,
na sola dos sapatos gastos, na sua
pele movediça!
nos seus lábios molhados,
na pálpebra escorregadia.
nas mãos entrelaçadas.
na rua pegando fogo!
no gosto!
por vezes ao meio
da avenida!
fora e juntos no espaço,
agora em seus quartos...
ela sonhando bem alto.
com ela!
falando em terceira pessoa.
a primeira foge da segunda,
para viver por algum tempo!
nesse demasiado e momentâneo plural_

sábado, 31 de outubro de 2009

soberania_

Conversei com todos essa noite e ninguém ouviu falar.
Sobre este assunto,
mas eu não recusei a minha intuição e fui
ao mar lavar os pés
Foi quando!
eu acreditei na verdade
Aquecida por meus olhos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Convite ?

eu projetei este pensamento
calmo e ofegante,
de contradições...
foi quando nasceu
esse encontro perdido.
mostrando,
com todas as minhas forças.
essas palavras bronzeadas
de comédia lasciva!
falando: escreve para mim.
um texto seu, meu, nosso
com parênteses, vírgulas, adjetivos
sufixos e mais isso
ou aquilo que você
sentir!
conta essa história
envolve-me no seu enredo
pode ser com a letra macia
ou suavizada, mas
não demora!
eu quero isso agora,
não precisa agrupar em rimas
nem enfeitar seus trejeitos
do gosto que gosto!
não coloca demora nessa fala,
enquanto fechava o livro.
que lia de madura
e formosa!
- eu vi que nessa hora,
você pegava a caneta de tinta azul
e assim eu percebi que era eu
quem tinha desejado,
Tudo isso acontecer_

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

aos amantes,

quem ama liberta
essas palavras rondavam
a minha cabeça!
impregnando as minhas lembranças
futuras, eternas...
os meus dedos passavam
entre seus cabelos curtos
e negros!
eu amo o seu rosto
bem marcado!
mas outra vez
vem o trem do destino
com passagem.
para o meu lugar
mas desejável!
continuando aquele jogo
de não querer com querer
a minha garganta se enchia
de nós!
fazendo saltar uma lágrima oferecida
de meus olhos pequenos.
e naquele instante
eu te amei.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

inventados_

sou feliz porque
tenho imenso
prazer de apresentar
este nosso:
nomes, siglas, códigos, símbolos...
eu sei, eu sei
que vai ser assim
e o meu coração
está brincando com o vento
lá fora!
agora todos os dias
acordo!
pensando em viver
ver como és!
este sabor,
uma dama.
menina, garota zona norte, sul
felina! faceira
inteira, moleca, sapeca
que faz o meu sangue
seguir como numa aposta
de cavalos...
corredores!
e eu torço tanto
para ganhar este prêmio
de beijar e amar
com você.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Quero Carlos Drummond_

Quero!
Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

_Deitada sobre as flores_

não demorou muito tempo
até avistar a sua presença
enquanto todos falavam de coisas
que não faziam a minha cabeça
eu seguia com um olhar penetrante
no seu caminhar
e naquela hora você notou
que era diferente
as cores as melodias
o ato de aproximar
foi de instantânea beleza
que pairou somente uma troca
de pensamentos...
onde eu segui sorrindo em sua direção!
como numa celebração
os deuses enfeitavam os nossos
pés e cabeças com flores,
revelando aos céus
a valsa composta pela força
que nasciam para anunciar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Essa vontade_

"eu quero os seus olhos
bem mais de perto
assim desse jeito
tão íntimo e nosso!
eu gosto do seu cheiro
de suas mãos,
a música toca e um ritual
abre o caminho para
os nossos corpos...
eu te encontro hoje!
amanhã você me encontra,
todos os dias!
de várias maneiras.
brincamos com essas luzes,
eu vejo a sua cintura embalando
a minha pupila!
que dilata por essa paixão
vontade de ficar até
todas as luas amanhecerem".

sábado, 3 de outubro de 2009

para lembrar_

Eu encontrei quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
Antes um mês e eu já não sei

E até quem me vê lendo o jornal
Na fila do pão, sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena

Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
Afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola

Eu encontrei e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor

E só de te ver eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar

Ah vai, me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

De FERNANDA_

Votos de submissão

Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.
Costuro as suas meias para o longo inverno...
Use capa de chuva, não quero ter você molhado.
Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.
E verás como minha a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro.
Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.
O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda - Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas - Depois olantarei para ti margaridas da primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.
Os meus desejos ireie ver nos teus olhos refletidos.
Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
(Nem vou deixar - mesmo querendo - nehuma fotografia.
Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia)

YONG.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

as cores que acendem_

"Quando se olharam
pela primeira de muitas vezes
escondidos!
na fechadura lacrada
do provador de roupas,
viu seu universo tão finito!
e naquele momento.
sentiu que era triste.
por não ter experimentado.
aquele sorriso tranquilo.
usou seu álibi predileto
parecia sentir sua feição
naquele momento.
oscilando com o mudar das luzes
e saia uma espera
que me devorava!
por entre a pele
arrepios!
e uma vontade de ficar
por mais tempo,
continuadamante sem cessar.
naquela harmonia!
que só tenho com você
quando está apaixonado.
Coração endiabrado
repele o que deixa
partido!
com esse som que sai
por esses lábios
mácios e suculentos,
eu não queria muito
nem muito! somente!
o segundo de tocar o seu rosto!
e acordar de novo.
E ver que pode ser esse prazer
ter você em meus braços
como numa estréia
famosos que exalam
encanto!
numa fantasia sem fim
que mora no pensamento de ser".

sábado, 19 de setembro de 2009

BIRUTA

a intensidade
dos ventos
se mede

com a vontade
de ficar.

(Paulo Madureira)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Resquícios.

“Há muito tempo eu venho guardando.
Aquele texto embaixo do meu travesseiro.
Mas tenho lido...
Este! Mais! Ultimamente!
Todos os dias antes de dormir!
Por esses olhos que tanto brilham
Eu consigo alcançar
Uma força para continuar,
E ter aquela linda vontade de acordar
E ver a luz do sol tocar meu corpo!
Como seria através de tempos?
Constelações e trovões
Eu sei amor!
Eu tenho sido muito diferente.
As pessoas mudam
Assim como você – tem falado tanto
Com o seu silêncio,
Ensurdecedor.
Mas almas falam e continuam,
Eu estou indo mais uma vez
Eu vou para o lugar!
Que possa ser verdade.
Mostrar todos os esconderijos, precipícios, jardins,
De minha feiúra exposta!
Como uma ferida aberta, cheia de cicatrizes!
Você ficaria mesmo assim?
Teria medo? Continuaria?
Sim eu tenho medo e não continuaria.
Calada com todas essas cartas na mão!
Quase de muda pronta,
Para Changrilá dizem que por aquelas estradas
Chove bem menos que por aqui.
Tantos enganos para nada
E, Dani continua me perguntando!
Sem preocupação nenhuma:
- Que horas servem o café da manhã!
E com uma imensa ternura.
Que nessa hora resgato do coração
Respondo: somente
Quando “as estrelas se escoderem”.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

tudo passará,

"sim eu preciso de
espaço! geométrico espacial
fora e dentro desse músculo
que bombeia... sanguíneo!
eu sigo esta distância,
para debruçar-me
nessa mesa quente
aonde você come
essa delícia de saciar
a vontade.
e isso não é mais
um escândalo.
apontei o seu rosto
nas ruas...
e foram alguns segundos
quando o frio pairou
o meu suor selvagem.
era febril demais
então pensei -
aqui!
e nem só!
se espera muito
nesses dias úmidos.
porque eu já marquei demais
essas páginas amareladas
e ainda adoro viver
e peço que continue
mesmo quando passar
o que poderá me preencher?
a lua, o mar, o vento, a chuva
as estrelas não saberiam
me contar como você está
saindo de um plano
tão lindo de uma cena
que eu posso ver
quando eu fecho os olhos
sonho com uma cor.
e tons de você"

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

todos os caminhos me levam a você;

nunca mais me procure,
ou me cure para sempre
de você!
hoje rasguei o seu retrato baby
juntamente com as suas camisas macias
eu tinha feito um poema para você
no dia em que te conheci

eu ouvia todas as músicas tocarem
e mudarem de cor!
mas ficou um gosto ruim
na garganta.
que acabei molhando toda
a casa com este suor
eu tenho chorado tanto

e como um cachorro sem dono
que fica por ai rabugento
eu sigo este caminho
e peço aos céus para você
me amar!

um amor que venha e me arraste
que invade... e completa
as várias fases que possuo
uma me lembra você
e nessa eu quero morar

porque meu coração de tanto
amar demora a te esquecer
e escapa a minha sorte
de viver sempre ao lado seu.
no sempre bem que se quis_

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

lábios irônicos,

...eu deixei tudo derramar bem docemente devagar
para não perder o fogo do prazer
que saíam dos seus olhos
cores do oceano...

domingo, 23 de agosto de 2009

"Continuo escrevendo sobre essa magia de sentir a vida".

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

escamado

(as camadas saíam de uma vez só
e não seria diferente neste dia
passando a mão por entre o rosto
e a nuca!
você falando sobre essa vida
que incomoda tanto o ser
e nesse momento tão familiar
eu não escondo minhas lágrimas
muito menos meu sorriso
que é mais sincero que
esse sangue derramado,
vamos pelo acostamento por enquanto
e jamais esqueça, o nosso segredo!
que é perpétuo na linha da vida
e momentâneo em nossos pensamentos
sou feliz! sou triste!
na mesma distância
de não ser acolhida por meu seio.
fica essa vontade de ser mãe, filha,
filho.
e nunca mais!
ter esse terrível laço
uma ilusão.
que mais causa espasmos)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

invisível,

seria fantástico nesses dias
se você falasse dessa força
sobrenatural...
que encontra-se em qulaquer lugar
andar distraído sem correr perigo!
em um bom dia uma tarde rica! embevecida!
de coisas tão imensas para a beleza
uma nova onda que rola...
levando aquela flor!
de uma canção que pede
uma mensagem para uma espécie
que não poderia aprender
o amor está nos olhos dos outros
seria fatal paixão!
não está visível?
hoje!!!
em dias...
eu sou tão vulnerável a esse nosso ardor.
e sim eu te quero,
continuo querendo esses mesmos lábios...
como num veleiro que navega
para lugares mistériosos
inundando as nossas ilusões
essa fantasia não sai
do meu pensamento de ser
uma vitória de um leito
que segue por ai,
com os braços fechados!
e um colar tão lindo
quanto o movimento!
que nos faz sonhar.
e na verdade ainda
há amor em tantos momentos.
venha comigo,
vamos traçar um caminho...
existe tanta vida nessa nossa sorte,

sábado, 8 de agosto de 2009



" A palavra tem sabor de paixão e pecado neste dia de espera".

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

amor e caos,

pela beleza de seus olhos,
eu continuo escrevendo e
passendo pelas ruas quase
deserta e seca de tentar...
acabou o sentido de estar
e ficou mais leve ser_
eu vim de lá!
das torres lindas e mãos
enfeitadas,
de papéis coloridos
guardei!
no momento que vi
não consigo olhar no fundo
dos seus olhos!
isso está sugando a alma.
levando para os vales!!!
tornando a emoção em um
encanto eterno!
que seria quase um desastre
hoje sinto que sou mais vermelha
do que sempre...
por ter pagado o preço,
sem pedir a conta para ninguém.
medo e temperança.
mistérios e vontades.
de ficar cada vez mais por aqui
mas foi para você que disse?
digo - sou coração aberto
de uma visão que somente
você poderá quebrar
no fundo do gelo ressurgir
ressuscitar.
nas mesmas profundezas eu guardei
uma única melodia para você
apaixonar!
como numa história sem fim...
eu continuo acreditando
nós felizes.
que sai de mim e vem de você.
Oh! Deus traga os olhos mais uma vez
olhos que não existe explicação.
metade princesa, bruxa, diva,
outra mistérios...
e ilusão.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

(os nossos feitos... de defeitos perfeitos)

nâo sei que parte de mim
escapa pelos dedos e mostra
essa ferida!
e muito menos a outra parte
que caminha.
sozinha! feliz! por ai!
criar uma vertente às vezes
é a única esperança
de quem sonha ao avesso
das flores!
um leve desaforo...
dos meus olhos cansados.
ele é tão mágico!
ela está no meu coração.
de uma maneira quase sentimental
meramente um dramalhão,
que opera as melodias
cantaroladas na voz de
uma monte qualquer.
que não sai da minha cabeça.
uma letra com nuances.
de uma palavra presa e fatídica.

terça-feira, 14 de julho de 2009

conserte o coração.

Para Silvia e Cia.

"Quando dois amores se separam até os anjos choram"
"É inevitável não chover".



como uma máquina
que se alimenta de vida
o inevitável aconteceu,
então eu abri os olhos
e consegui enxergar o feio
sem ter medo da cor de sua pele
das minhas das suas
das próprias... dos próprios...
a vontade de pedir para ficar
se torna,
uma vida cheia de tensões
porque só vivo de pulsão.
e na teoria fica tudo
tão mais fácil.
você rosna falando
sobre energias, mundos, abreviaturas
e mistérios construídos por você
um guru? talvez? não!!!
um anjo seja qual for seu nome
um anjo.
que abre meus caminhos
deixando o meu líquido avermelhado
circular pela veia quase fina
que bombeia o meu ritmo
e abre meus poros
sem deixar que
a vida morra sem está ilusão.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

o dia dos signos,

TOURO - o Resistente

Encanta, mas é agressivo.
Pode parecer enfadonho, mas não é.
Trabalhador duro.
Amável.
Forte, tem resistência.
Seres sólidos e estáveis e seguros dos modos deles/delas.
Não procuram atalhos.
Orgulhosos da beleza deles/delas.
Pacientes e seguros.
Fazem grandes amigos e dão bons conselhos.
Bom coração.
Amam profundamente - apaixonados.
Expressam-se emocionalmente.
Propenso a temperamento - acessos de raiva ferozes.
Determinado.
Cedem aos seus desejos frequentemente.
Muito generoso.

sábado, 4 de julho de 2009

...Um dia inteiro de amor...

é pouco para dizer,
mas eu quero ter você
e eu sou demais com esse amor
porque ela me faz.
O mundo agora tem sabor de
quero mais...
sentimental é sonhar
com você e pra quem ama
vamos viajar pelo mundo afora!
vou te levar para o castelo de estrelas.
não finjas que não entende.
o meu amor!
pode ser diferente,
mas não tão pouco
tão intenso romântico.
ter você no meu prazer!
ah! um desejo
não se confunda comigo...
quando eu desvio e não
falo a boca cala
e os olhos imploram,
entenda quando eu pegar
a sua mão.
eu sei que vou te levar
para passear nas constelações
e deixar seu coração ofegante
se apaixonar...
o nosso amor igual ao luar.
a felicidade de nossos
rostos risonhos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Anestesiados

como um fluxo imortal
que abre seus poros
você se esconde dentro de algo?
em um segredo
que carrego! solto
por ai.
e tomam conta de mim
uma sensação de aventuras...
poderia ser uma aversão.
do medo pelo medo.
ele pede para ter mais
e mais...
ela zomba e diz
é isso que a "casa oferece"
então eu pego a minha
motocicleta bebo um bocado
de ilusão e saio atrás
da sentinela guardiã
dos meus anseios mais profundos
eu sou aquele homem
escondido no seu terno preto
com listras horizontais,
querendo sair da inocência
para abrir as portas
dos sonhos da mais pura
e bela liberdade.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

chão de estrelas,

Minha vida era um palco iluminado
Eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações
Meu barracão no morro do Salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje, quando do sol, a claridade
Forra o meu barracão, sinto saudade
Da mulher pomba-rola que voou
Nossas roupas comuns dependuradas
Na corda, qual bandeiras agitadas
Pareciam estranho festival!
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional
A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua, furando o nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
Tu pisavas os astros, distraída,
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão (S.)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

-beija-flor-

“Não há (qualquer) recanto deste mundo que não guarde minha impressão digital e a marca do meu calcanhar no topo dos arranha-céus”. (A.c.)

terça-feira, 16 de junho de 2009

matando os mortos,

ele tinha cabelos loiros e sardas
não imaginavam que por dentro
existia um animal...
que ganhava a vida colorindo
o seu gosto pela
diversão roubada de crianças.
passava as suas mãos
em minha pequena cintura
e fazia chorar...
jorrar na misericórdia!
de morrer todos os dias de vida.
até sucumbir a explosão
de matá-lo até a sua
última gota de sangue cair.
eu o mataria agora
neste momento com os meus
próprios pés.
mas ele já morreu,
e eu não pretendo ir no inferno
para resgatar minha pureza de volta,
mas posso pintar um
jardim e fazer orações...
como rituais que exorcizam
seus demónios!
Todos os dias.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

só mais uma dose...

só mais uma dose, mais um cigarro
para continuar a nossa conversa
eu temo que você amanhã esquece
de tudo! de nada!
só mais uma dose mais um cigarro
em outros tempos alguém
te esdenderia o abraço afago.
sem perguntar um única palavra
brilhando no seu sol
a mesma estrela
que eu sonho todos os dias
e esses são meus secretos.
plantações de esperanças!
todas unidas pela dança
de uma vertente cega...
se somos todos um!
porque não moramos na mesma casa?
você é tão linda.
eu sou tão lindo.
então não perca tempo falando repetindo
e vamos nos aventurar por ai,
o mundo é o nosso jardim.
eu te protejo quando chegar a noite
não leve documentos, dinheiro, cartões
telefones... esqueça o tempo
e venha caminhar conosco
mesmo sendo frio não precisa trazer
agasalho!
que eu te esquento até o inverno acabar.

domingo, 7 de junho de 2009

intimidade roubada_

como muletas que se envaidecem
você se esconde
brinca de pega-pega?
no seu vício de ser uma fantasia
primata de perder a compostura!
fazendo figuras de seu pensamento
terem formato divino.
seu estranho escroto!
não me faça perder a paciência
porque nem só de educação
se conjuga o verbo
então eu perco a selva de injurias
plantadas por outras sementes
e liberto toda essa palavra
trancada na garganta
meu tímido amor...
que espera ser
mais vida do que morte.

terça-feira, 2 de junho de 2009

como uma estranha_

o que te espera
não é a imensa formosura
de uma serena imagem
nem a chegada de pessoas familiares
é essa vitória de jogar contra
fazer de tudo para provar Popper
no seu erro, errância
cometi tantos delitos
e sei que existe um tempo
bom para cada um de nós!
para apurar os sentidos
no momento o frio cicatriza tudo...
flores do campo! floresta mágica
fadas e nuvens como desenhos
de algodão!
me salva da primeira curva
que o penhasco assombra
todas numa única
sentindo e vendo o mesmo
sou marcada pela indecência
mundana de um homem
agora carrego a defesa
de querer partir
com o mesmo fervor de uma chegada
como se fosse verdade
de todas uma
um pouco de mim...
ficam bem assim.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

CONDIMENTOS:

Colocou o seu melhor vestido,
passou uma fita na cintura,
contornou os lábios de maçã e
pintou a face de luz...
foi a despedida!
para contemplar os colibris
brincar de ser feliz...
como eu sempre quis?
na lua!
nessa selva de pedras.
Concreto bate forte!
e aquele cantor predileto
falando sobre melodias
vividas!
uma pausa bucólica
da sua interjeição!
ela faz cena, bordado, novela,
construção de casas e pontes.
trabalha de garçonete em
uma esquina qualquer
divertindo as pupilas
com histórias macabras e bizarras
pessoas sendo assaltadas
por seus próprios.
figuras! códigos! combinações!
e permanece nascendo.
respostas e perguntas hipócritas
formatadas pela dúvida!
do autor desconhecido.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

ESCARRO=

era para ser da tribo,
mas não foi ela quem plantou
a epidemia que invadiu a interrogação?
sentiu dor no peito
Chiando sufocado
aquele líquido espesso
foi tomando forma de pertencente...
fizeram um mural
e talvez ali tenha sentido
que era o fim do começo
ou o começo do fim!
de um sentimento que petrifica
nojento, frio, insignificante
o ser, não vale mais um tostão furado
e o que salva aqui
é essa espécie de raça superior
de vitórias aglomeradas num quadrinho titulado
diploma.
a hipocrisia era minha
porque tinham tantos dedos meus
apontados para mim
e nisso eu digo dói muito
quando a tortura vem do encanto
que você se entregou
como numa paixão sendo...
são relacionamentos efémeros
numa faca de dois gumes
o mesmo buffet que te serve
te cobra no final de tudo
a conta...
da carnificina que foi
desgustada por você no dia
da ação de graça.
então eu pergunto!
- Que graça tem nisso?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

é pra sempre mesmo;

O tempo passa e a sua voz vem me perguntar
Quando e onde posso te encontrar? Faz tanto tempo que ela se foi
Uma amiga tão minha! Uma alma gêmea como irmãs...
Eu via o seu vestido azul pendurado no cabide de seu armário.
Você chorava sozinha, mas ela nem sabia que todas as noites eu vinha limpar as suas lágrimas.
Todas de uma vez só para não deixar o coração perdido e ofegante bandido!
De poucas histórias eu pego...
E me apego em um pensamento que vai libertar todos nós.
E acabar com tudo isso de viver e morrer e morrer vivendo.
Sem pensar em mais nada ou talvez em tudo novamente
Como sementes secas no coração.
E eu sempre dizia: - Não se esqueça de me levar.
Pela última vez em que o mundo nasceu, de um tempo
que o universo em um segundo!
parecia que tudo ia acabar.
e ela chorava quando lembrava, sua amiga
e passarão os anos e só ficaram os amores!!!!
mas parecíamos estranhos... Nossos mundos separados!
cortados por essas feridas.
ele é fútil e egoísta vazio.
E eu sempre dizia: - Não se esqueça de me levar.
cheio de ataques de riso. Já ela é triste não fala nada.
fica muda e se muda para Cuba procurando
um arquétipo para comprar numa vitrine qualquer,
Imagem!
E eu sempre dizia: - Não se esqueça de me levar.
mas descobre que nesse país todos
comem os seus sonhos em um comum ideal.
mais uma vez vai embora, pega o primeiro vôo para Madrid
vai até as touradas para chorar vendo...
o seu touro predileto sangrar até a morte.
sabendo que tudo é eterno... vendo as cores tão fortes
Se abrirem bem na frente de seus olhos castanhos ¬
E eu sempre dizia: - Não esqueça de me levar contigo.

sábado, 9 de maio de 2009

_o céu se parte ao meio trazendo o véu dos seus pensamentos_

e os sonhos continuam...
todos os dias...
tenho sonhos.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

\ Sabotar /

tinha tudo em minhas mãos,
mas surgiu o medo!
e deste eu tenho medo.
não existe perfeição
uma voz sussurrava
de horas em minutos segundos,
- não se assombre
com os defeitos,
eles são o seu direito
de errar...
primeiro veja aqui dentro
joque tudo agora.
acabou!
abri os olhos.
acordei com os braços dormentes
do tipo que sacudia
eles de um lado para o outro
para poder senti-los novamente
olhei para o meu corpo
o pesadelo tinha ido
mas as minhas unhas estavam
agarradas em minha garganta
escorrendo lágrimas dos olhos
de tanta dor...
o meu físico estava todo dolorido.
doloroso!
os meus ossos tão frágeis
que nem poderiam
me abraçar muito forte_
peguei um espelho pequeno para fitar a minha face
escolhi um batom, e logo vi
- os meus olhos são tristes, os meus lábios, a minha cabeça, a minha sobrancelha, o meu nariz os meus cabelos são poeiras acinzentadas,
a minha testa franzida
traçava a minha história
de quem não queria fingir bravura
sem perder o grito...
dos guerreiros que ainda sacodem
as suas espadas, para depois
voltarem para casa,
na vontade!
de mais palavras que percorram
o carinho ¬